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Tribunal Regional do Trabalho - 9ªRegião

Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 14/05/2026 08:24:50

Presidência propõe forma inovadora de magistrados e servidores participarem da administração

Notícia publicada em 13/05/2026

Como parte dos eventos que marcam o aniversário de 50 anos do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, a Presidência do TRT-PR criou o Conselho de Cooperação Administrativa e Judiciária (COOPERAJUD).

Instituído pelo Ato Presidência nº 59, de 27 de março de 2026, o colegiado se inspira nos princípios de cooperação e de gestão participativa e democrática. Com caráter consultivo e propositivo, o COOPERAJUD tem por objetivo permitir que juízas e juízes, servidoras e servidores – que todos os dias enfrentam as dificuldades da prestação jurisdicional, assim como da gestão das unidades judiciárias e dos foros – possam colaborar e contribuir com a administração do Tribunal na construção de soluções.

Para o presidente Arion Mazurkevic, idealizador da proposta, o COOPERAJUD estrutura um canal institucional de escuta para aproximar a Administração das realidades locais, permitindo que a experiência dos destinatários de suas ações seja considerada na tomada das decisões. Nesta semana, Mazurkevic está em Londrina para conversar sobre o COOPERAJUD com juízas e juízes, diretoras e diretores de varas do trabalho que operam na região.

Logo do Conselho de Cooperação Administrativa e Jurídica
A logo do Conselho de Cooperação Administrativa e Judiciária.

Uma ferramenta

O COOPERAJUD vai funcionar como uma ferramenta de gestão. Por meio dele, será possível levantar dados, identificar dificuldades, formular soluções e orientar decisões com base em informações qualificadas. A proposta é que a experiência cotidiana seja considerada de forma mais efetiva para ações, estratégias e políticas administrativas.

Para o presidente, a Administração do Tribunal enfrenta limitações “intransponíveis”, como a questão orçamentária, um déficit de mais de 200 servidores e um número reduzido de magistrados, sem possibilidade de reposição. “Os desafios são muitos e a ideia desse colegiado é justamente permitir a participação de juízes e servidores na identificação de problemas e na proposição de soluções, dentro dos limites impostos pela situação que vivemos”, diz Mazurkevic.

Seis regiões

Para colocar em prática as ideias do COOPERAJUD, o Paraná foi dividido em seis regiões, com base em polos de referência: (1) Curitiba; (2) Região Metropolitana e Paranaguá; (3) Campos Gerais; (4) Cascavel; (5) Maringá; e (6) Londrina.

Em cada região, a Presidência indicou dois representantes – uma juíza ou juiz e uma diretora ou diretor de secretaria – que vão atuar como interlocutores entre a administração e os respectivos segmentos locais. Sem afastamento de suas funções, esses representantes serão responsáveis por organizar o fluxo de informações, levando temas e propostas às unidades e trazendo à Administração as demandas, sugestões e questões surgidas no cotidiano de trabalho.

“É uma ideia que só vai funcionar se houver cooperação, boa vontade e participação. É uma tentativa de trabalharmos juntos”, diz o presidente.

Como vai funcionar o COOPERAJUD?

A dinâmica do Conselho de Cooperação Administrativa e Judiciária será estruturada em três níveis: reuniões regionais, organizadas pelos interlocutores; encontros entre os próprios representantes, convocados pela Presidência; e uma reunião geral anual, realizada durante a Semana Institucional.

As reuniões regionais poderão ocorrer de forma presencial, telepresencial ou híbrida, com regras de organização e periodicidade definidas em cada região.

Ao organizar a escuta institucional e sistematizar as contribuições recebidas, o Conselho passa a integrar de forma mais direta a experiência das unidades à formulação de decisões administrativas, fortalecendo a gestão e ampliando a capacidade do Tribunal de dar respostas mais efetivas.

Texto: Ascom/TRT-PR