Página gerada em: 01/04/2026 02:11:06
A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR) abriu oficialmente o ano letivo de 2026, em solenidade realizada na sexta-feira (27), abordando a importância da Justiça do Trabalho na defesa dos direitos sociais e na forma de comunicar sua relevância perante a sociedade.
Ao abrir o evento, o Presidente do TRT-PR, Desembargador Arion Mazurkevic parabenizou a Escola Judicial pela escolha dos temas, enfatizando a conexão entre eles: “É essencial sabermos nos comunicar, inclusive para defender a Justiça do Trabalho”. O Presidente também destacou o novo desafio que a EJ assume em 2026 – de capacitar os servidores também na área administrativa.
Em sua fala, a Diretora da Escola Judicial, Desembargadora Thereza Cristina Gosdal, referiu-se à solenidade de abertura como um convite à participação de magistradas(os) e servidoras(es) tanto nas atividades da Escola como na sugestão de temas. “A Escola é um projeto coletivo, todos juntos fazemos a Escola Judicial”, declarou a Desembargadora, destacando que, além de um espaço de formação continuada, a EJ é “um espaço de encontro, de troca de experiências e de estímulo à pesquisa”.
Ministro Balazeiro
Para abordar a importância da Justiça do Trabalho na defesa dos direitos sociais, a Escola Judicial trouxe o Ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Alberto Bastos Balazeiro. Ao abrir sua conferência magna, o Ministro ponderou que, diante dos desafios, a Justiça do Trabalho deve se fortalecer em sua própria essência: “É momento de nos voltarmos à nossa instituição e buscarmos força naquilo que fazemos de melhor”. “Eu não tenho nenhuma dúvida de que a defesa dos direitos sociais e a pontuação de equilíbrio nas relações, no Brasil, é feita pela Justiça do Trabalho”, completou o Ministro, sintetizando sua explanação.
Professor Galindo
Em seguida, o professor Caetano Waldrigues Galindo apresentou a palestra “Falar com os outros, dizer quem somos”. Autor do livro “Latim em pó”, Galindo usou como exemplo de comunicação a fala do Ministro Balazeiro: “trata-se de um especialista, falando a especialistas, mas não houve em momento algum o uso de termos ou jargões excludentes, mas sim uma vontade de comunicação real”. O professor fez um paralelo entre essa postura do ministro e o esforço do Judiciário em se comunicar de forma mais eficaz, em que a magistratura abre mão de um espaço de poder, ou de hierarquia, pelo uso da linguagem, em prol da transparência e do acesso à informação.
Conselho de Cooperação
No encerramento da programação, o Presidente Arion Mazurkevic fez o lançamento do Conselho de Cooperação Judiciária e Administrativa, colegiado inspirado no conceito de democracia participativa, formado por magistradas(os) e servidoras(es), que terá a função de obter a colaboração e a contribuição de magistradas(os) e servidoras(es) na construção de soluções que visem ao aprimoramento da administração da justiça e da gestão judiciária, bem como à promoção da celeridade e da efetividade da prestação jurisdicional.