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Tribunal Regional do Trabalho - 9ªRegião

Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 27/03/2026 17:29:17

Novo Estatuto orienta magistratura brasileira à luz do Sistema Interamericano de Direitos Humanos

Notícia publicada em 27/03/2026
Fotografia de homem sentado em cadeira de couro em frente a um computador e microfone. Ele tem cabelo e bigode grisalho e óculos e veste terno com gravata azul.
O ministro Edson Fachin, presidente do CNJ, afirmou que o documento atualiza a
recomendação do Conselho, que propõe a observância dos tratados e convenções
internacionais de direitos humanos e o uso da jurisprudência da Corte IDH.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou, nesta no último dia 17, durante a 3ª Sessão Ordinária de 2026, a criação do Estatuto da Magistratura Brasileira Interamericana. A medida tem como objetivo orientar a atuação de magistrados/as brasileiros/as à luz do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, com foco na incorporação de normas e entendimentos internacionais no âmbito do Poder Judiciário.

A iniciativa parte da premissa de que a magistratura nacional exerce papel relevante na proteção interamericana dos direitos humanos. Nesse contexto, o estatuto orienta que decisões judiciais considerem não apenas a legislação interna, mas também os tratados internacionais ratificados pelo Brasil e a jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH).

Entre os principais pontos, o documento destaca a aplicação do controle de convencionalidade, mecanismo que verifica a compatibilidade das normas jurídicas internas com a Convenção Americana sobre Direitos Humanos. O texto também reforça princípios como a centralidade das vítimas de violações de direitos humanos e a necessidade de proteção especial a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Relator do Ato Normativo n. 0000888641.2025.2.00.0000, o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Edson Fachin, afirmou que o documento atualiza recomendação do Conselho que propõe aos órgãos do Poder Judiciário brasileiro a observância dos tratados e convenções internacionais de direitos humanos e o uso da jurisprudência da Corte IDH. O presidente ressaltou que a minuta foi elaborada pela Unidade de Monitoramento e Fiscalização das Decisões do Sistema Interamericano (UMF/CNJ) e posteriormente analisada pela área técnica responsável pela conformação de normas, que sugeriu ajustes ao texto.

Fachin frisou ainda que a proposta foi submetida à consulta pública e passou por processo de escuta de tribunais e conselhos antes de chegar à versão final. “Essa etapa foi fundamental para aprimorar o conteúdo, ampliar a legitimidade do estatuto e incorporar contribuições oriundas das diferentes realidades da magistratura brasileira”, afirmou.

Por fim, o ministro destacou que o estatuto se insere no contexto do Pacto Nacional do Judiciário pelos Direitos Humanos e representa mais um avanço na internalização dos parâmetros do sistema interamericano no país. “Esse estatuto foi concebido como instrumento destinado a auxiliar a atuação de magistradas e magistrados e demais operadores do sistema de justiça na observância das normativas internacionais e na aplicação da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que, como sabemos, inicia hoje seu 187º período de sessões, no Brasil, nas dependências do Supremo Tribunal Federal”, disse.

Para ler essa matéria em espanhol, clique aqui.

Acompanhe a decisão pela transmissão da 3ª Sessão Ordinária de 2026 do CNJ:  

Texto: Thays Rosário / Agência CNJ de Notícias
Edição: Jéssica Vasconcelos / Agência CNJ de Notícias
Revisão: Luana Guimarães / Agência CNJ de Notícias