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Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 25/09/2022 12:00:51

Robôs judiciários do TRT-PR somam mais de 34 mil horas de trabalho realizado em 18 meses

Notícia publicada em 18/08/2022

Automação assume tarefas repetitivas, que não dependem da análise
humana, e libera servidores para atividades mais complexas

Os 16 robôs judiciários desenvolvidos pelo Tribunal Regional do Trabalho do Paraná nos últimos 18 meses já somam mais de 34 mil horas de trabalho. Somente no último mês de Junho, considerando o tempo médio que uma pessoa leva para realizar a mesma tarefa, efetuaram ações repetitivas que demandariam atuação de 20 servidores, liberando essas pessoas para atividades mais complexas e produtivas.Os algoritmos criados pela equipe de desenvolvedores do Tribunal poupam recursos públicos e o tempo das pessoas, sejam magistrados, servidores, advogados ou partes nos processos.
O juiz titular da 4ª Vara de Curitiba, Bráulio Gabriel Gusmão, coordenador do programa de implantação dos robôs, chamado Projeto Solária, comemora a possibilidade dos servidores direcionarem seus esforços e conhecimentos para lidar com questões mais complexas e que exigem maior atenção. “Construir robôs é o presente e o futuro das organizações que lidam diariamente com uma grande quantidade de tarefas repetitivas e maçantes”, afirma.
Dos 16 robôs do Projeto Solária, oito servem exclusivamente à 1º Instância judicial, quatro somente à 2º Instância e outros quatro atendem a ambos os graus de jurisdição. Deste mesmo total, 12 são totalmente automáticos e outros quatro dependem de alguma ação humana, como uma autorização, para que executem sua função, como o RJ-17, que trabalha junto ao Sistema do Banco Central (Sisbajud).
O Diretor de secretaria da 4ª Vara do Trabalho de Curitiba, Evilasio Luz Meier, lembra o início do projeto, durante a pior fase da pandemia, quando houve a necessidade de encontrar soluções urgentes para o trabalho não-presencial.

Experiências de Usuários

Para a Diretora de secretaria da 7ª Vara do Trabalho de Londrina, Cristiane de Melo Mattos Sabino Gazola Silva, a utilização dos robôs é intuitiva. A servidora afirma que, após a configuração correta do funcionamento, não é preciso fazer mais nada. “O impacto que eles promovem na produtividade da unidade é significativo, em termos de tempo economizado da força de trabalho do servidor, cujo empenho pode ser canalizado para o exercício de atividades de maior relevo intelectual”, destaca.
Antes que os robôs judiciários (RJ’s) provoquem o temor ancestral de que as máquinas substituirão o trabalho humano, a diretora da 7ª VT de Londrina descarta esta ideia. “O cerne da prestação jurisdicional está permeado de questões subjetivas: é a percepção do juiz no contato com as partes em audiência, a análise criteriosa dos pedidos, a escolha do instrumento jurídico aplicado em cada caso, dentre outras questões”, observa.
Cristiane se considera uma entusiasta da automação e da tecnologia. Ela conta que a unidade em que trabalha foi responsável pela ideia de três robôs. “O Projeto de Aceleração Digital coloca a tecnologia a favor do Judiciário. Quem ainda não aderiu, vale a pena conferir”, convida.
Este ponto de vista é semelhante ao do diretor da 4ª Vara curitibana, Evilasio Meier, que afirma que a melhor maneira de perder o receio sobre a automação é conhecendo o trabalho dos RJ’s. Evilásio considera que os robôs são, inclusive, uma chave para solucionar a questão de busca por produtividade versus qualidade no trabalho de magistrados e servidores. “O que a gente precisa é de tempo de qualidade para que agir no processo. Nós não temos Inteligência Artificial que substitua nossa análise dos processos. E também a configuração é muito simples de ser feita, sendo que cada unidade judiciária pode definir quais robôs são importantes”, finaliza.




Nós, Robôs

O Projeto Solária tem este nome em referência à obra “O Sol Desvelado”, do escritor de ficção científica russo Isaac Asimov (1920-1992). Solária é o nome do planeta imaginado pelo escritor destinado a construir robôs para servir aos humanos nas suas mais diversas necessidades.

Confira o que fazem os robôs judiciários do TRT-PR.

RJ-1: marcação de audiências com a publicação no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT)
RJ-2: publicações de acórdãos do 2º Grau no PJe
RJ-3: opção pelo Juízo 100% Digital
RJ-4: altera os responsáveis no PJe automaticamente, de acordo com o eRec
RJ-5: certifica a juntada de Mídias
RJ-6: automatiza o envio de expediente por e-mail
RJ-7: marcação de audiências sem a publicação no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho (DEJT)
RJ-8: unificação de endereços repetidos no cadastro de partes do PJe
RJ-9: manipulação automática de alvarás já assinados
RJ-10: intima sobre a juntada de mídias
RJ-12: verifica, certifica e junta e-mails ao processo
RJ-14: verifica e designa responsável pelo processo no PJe (2º Grau)
RJ-15: envia informações sobre as pautas de julgamento do 2º Grau para aquele dia
RJ-17: automação do SISBAJUD (Sistema que interliga o Banco Central ao Poder Judiciário)
RJ-20: cria a certidão de decurso de prazo, movimenta o processo para análise de secretaria e depois remete ao 1º Grau
RJ-21: motor de regras para criação das próprias automações na tramitação processual