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Tribunal Regional do Trabalho - 9ªRegião

Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 16/09/2019 19:09:44

Seminário no TRT-PR abordou os impactos da Revolução 4.0 no mundo do trabalho

Notícia publicada em 03/09/2019

Alexandre Furlan: "Os empregos
não vão desaparecer"

Na manhã de sexta-feira (30), último dia do Seminário "O centenário da OIT e o futuro do trabalho", três exposições motivaram os debates propostos, que aconteceram na sede do TRT do Paraná, em Curitiba. Em pauta, as perspectivas para o mercado de trabalho em meio à Quarta Revolução Industrial, também chamada de Revolução 4.0.

 

Na abertura dos trabalhos, a desembargadora Thereza Cristina Gosdal, representando a Presidência do Tribunal, ressaltou a importância da Organização Internacional do Trabalho (OIT) nas discussões que envolvem a temática. "Nós não podemos dissociar a dimensão social dos direitos relativos ao trabalho. (...) Será necessário muito esforço para alcançarmos um futuro do trabalho abrangente e inclusivo no Brasil", declarou.

 

Em seguida, o gestor regional do Programa Trabalho Seguro, juiz Marcus Aurelio Lopes, introduziu o tema que seria abordado pelos palestrantes com uma reflexão que relacionou as inovações tecnológicas trazidas pela Revolução 4.0 e a necessidade de reformulação da Justiça do Trabalho. "A atuação da Justiça do Trabalho sempre foi inovadora, protagonista, vanguardista (...). Estamos passando por um momento de revolução tecnológica (...) e precisamos nos reinventar", alertou o magistrado.

 

O futuro

 

Para Guilherme Feliciano, o trabalho para
subsistência poderá deixará de existir

As duas exposições iniciais trataram do futuro do trabalho sob diferentes perspectivas. O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Alexandre Furlan, trouxe uma visão positiva sobre o que se deve esperar das mudanças trazidas pela incorporação da Inteligência Artificial ao setor industrial. Para ele, a preocupação mais comum em relação ao tema, que diz respeito à substituição do trabalho humano por máquinas, não é realista. "As coisas mudam, mas os empregos não vão desaparecer. (...) A indústria 4.0 precisará utilizar tecnologias que combinam componentes físicos e digitais", afirmou. 

 

Já do ponto de vista do juiz Guilherme Guimarães Feliciano, do TRT15, o cenário é menos animador. Em sua explanação, o magistrado apresentou análises de diversos pensadores segundo os quais, em um futuro próximo, o trabalho para subsistência deixará de existir. "O trabalho executivo não caberá mais ao humano, que se dedicará somente ao trabalho intelectual. Do que essas pessoas viverão?", questionou.

 

Educação

 

Segundo Cláudia Costin, profissionais do futuro
precisarão de requalificação o tempo todo

Fazendo uma abordagem mais direcionada às novas habilidades que serão exigidas do trabalhador do futuro, a professora Cláudia Costin, membro da Comissão Global sobre o Futuro do Trabalho da OIT, explicou que o nível de complexidade das atividades que serão desempenhadas será maior. Segundo a palestrante, por este motivo os profissionais precisarão de competências mais sofisticadas e de requalificação o tempo todo, incluindo aqueles com formação em curso superior.

 

A grande questão, na visão da professora, é como garantir que as próximas gerações consigam se adequar às necessidades do mercado profissional em meio à 4ª Revolução Industrial em um país com tantos problemas na educação básica, como o Brasil. "É um risco enorme e que demanda boas políticas públicas. É muito difícil um país que não entrega nem uma boa alfabetização entregar também as competências do século XXI", avaliou a educadora.

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