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Tribunal Regional do Trabalho - 9ªRegião

Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 29/02/2024 16:22:20

Semana Nacional da Conciliação no TRT-PR é concluída com resultado histórico

Notícia publicada em 27/05/2023


A Semana Nacional de Conciliação Trabalhista 2023 está com produtividade expressiva no Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR). Com a participação de unidades de todas as regiões e com intenso trabalho nos Cejuscs (Centros Judiciários de Métodos Consensuais de Solução de Disputas), o Tribunal recebeu pedidos de designação de audiências em número muito superior às outras edições do mutirão, permanecendo, ao longo da semana, em primeiro lugar entre os tribunais de médio porte nos três quesitos principais (dados contabilizados até a tarde desta sexta-feira):

  • número de audiências realizadas (4.968),
  • valores conciliados: mais de 44 milhões de reais,
  • arrecadação total de mais de 53 milhões de reais.

Para a presidente do Tribunal, desembargadora Ana Carolina Zaina, o resultado, antes mesmo da consolidação dos números, já é histórico, pois supera em cerca de 60% o resultado do ano passado, que já havia colocado o TRT paranaense em primeiro lugar na Semana Nacional de Conciliação, entre os tribunais de médio porte da Justiça do Trabalho.

Dever cumprido - “Observei emocionada, ao longo da semana, o empenho e a competência das senhoras e dos senhores para a conciliação. Vi seriedade, experiência, empatia, estratégia, e sobretudo uma profunda compreensão acerca da essência da Justiça do Trabalho, que é a conciliação”, disse a desembargadora. “Resgatar a noção sobre o sentido do nosso trabalho – prosseguiu - é o que considero mais importante no presente momento do Tribunal. E hoje vemos aqui, na prática, realizada na entrega da jurisdição, por meio da conciliação, a exibição mais simples e mais profunda desse propósito”.
A presidente destacou, ainda, o foco permanente da Escola Judicial do TRT-PR na formação de juízes com vocação para a conciliação, e saudou os resultados dessa política.

O coordenador do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (NUPEMEC), desembargador Eliázer Medeiros, destacou que a Semana de Conciliação foi um sucesso em todo o país, e elogiou o resultado alcançado no TRT-PR, destacando o número de pessoas atendidas: quase 21 mil, até o início desta sexta-feira.  “Quando nos referimos a sucesso, não é apenas em relação à quantidade dos valores envolvidos, mas, também, pelo fato de a população ter tido acesso ao diálogo e à negociação. A Semana de Conciliação serve justamente para isso: aproximar os litigantes e estimular a solução do processo por meio do acordo amigável, que é sempre a melhor solução, uma vez que as partes chegam a um consenso sem aquela decisão imposta pelo juiz. O magistrado atua, neste momento da conciliação, como um mediador, na função estatal de dar amparo e esclarecimentos aos litigantes, para que, enfim, não haja mais o litígio. A nossa esperança é que sempre se consiga alcançar um resultado rápido em nossa Justiça”.

Coordenador no Cejusc de 2º Grau, o desembargador Valdecir Edson Fossati destacou a importância da Semana de Conciliação e o êxito do Tribunal durante o mutirão, mas salientou que os índices de acordos e valores arrecadados representam apenas um dos aspectos da campanha. O magistrado afirmou que muitas audiências não resultam em conciliação, mas as partes têm a oportunidade de se aproximar naquele momento e iniciar um diálogo que poderá resultar, mais adiante, na composição amigável.

“A campanha foi importante para conscientizar as partes de que o acordo é a melhor solução”, declarou a juíza Valéria Rodrigues Franco da Rocha, que atua como coordenadora no Cejusc 1º Grau. “Foi um trabalho conjunto dos Cejuscs e das Varas do Trabalho, com resultados excelentes, tanto na capital como no interior”, concluiu.

Mudança - O supervisor I do Cejusc de 2º Grau, juiz Lourival Barão Marques Filho, atribui o significativo desempenho à conscientização constante realizada pelo TRT-PR acerca da importância dos benefícios da solução amigável dos conflitos. O magistrado destaca, ainda, a mudança de postura dos grandes devedores, incluindo os bancos, que estão entendendo, cada vez mais, as vantagens de conciliar. O juiz frisa que, independentemente das campanhas nacionais, o TRT-PR sempre foi “líder em conciliação e tem se mantido na vanguarda”.

Com satisfação, o servidor Fábio Geraldo de Barros, que atua como conciliador no Cejusc 1º Grau, mostrou os resultados parciais do mutirão e discorreu sobre a postura do conciliador: “A principal forma de agir do conciliador é a imparcialidade e a confidencialidade. O conciliador deve deixar as partes mais à vontade e estimular a conversa. E no ambiente informal do Cejusc, as partes se sentem mais confortáveis para conversar e negociar”.