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Tribunal Regional do Trabalho - 9ªRegião

Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 18/08/2022 08:30:27

Justiça do Trabalho paranaense abre ano judiciário com defesa do atendimento presencial

Notícia publicada em 31/01/2022

A abertura do Ano Judiciário do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), nesta segunda-feira, 31, foi ao mesmo tempo reconhecimento do valor do teletrabalho e defesa da retomada do atendimento presencial da Justiça. O Tribunal deve avançar para 40% a 60% de trabalho presencial no próximo dia 21 de fevereiro, em todas as suas unidades judiciárias e administrativas.

“Somos um serviço público essencial, cuja presença física de seus integrantes ainda é exigência a ser cumprida, mantendo-nos sensíveis às demandas da cidadania”, expressou a presidente do TRT, Desembargadora Ana Carolina Zaina, no discurso que inaugurou o Ano Judiciário.

Embora reconhecendo o valor do trabalho remoto, que permitiu que a Justiça do Trabalho continuasse atendendo ao longo da pandemia, a presidente ressaltou que a transformação tecnológica deve “ser compatibilizada com a máxima efetividade da prestação jurisdicional em suas múltiplas vertentes, dever a pesar sobre ombros de magistrados e servidores, não consentindo, ao menos nesta quadra histórica, torne-se, o teletrabalho, a regra aplicável indistintamente a todos, de modo a diluir nossa presença junto ao âmago da sociedade, esgarçando os laços, que nos tornam essenciais à entrega da justiça.”

A justiça 100% digital e o Núcleo Justiça 4.0 (a mais atualizada ferramenta tecnológica do Poder Judiciário) são uma bem-vinda realidade, prosseguiu a desembargadora, ressaltando, porém, ser “imperioso não olvidar a notória e ampla desigualdade social a grassar entre nós, não estando - ainda e em igualdade de condições - o sinal da internet acessível a todos os paranaenses, não nos sendo autorizado profanar o sacro direito constitucional de amplo acesso à justiça.”

A presidente invocou a capilaridade alcançada pela Justiça do Trabalho do Paraná, presente em todo o Estado, como legado de sucessivas administrações do Judiciário trabalhista, para relembrar a necessidade da “presença física do Juiz desde a capital aos rincões, cumprindo-nos estar, em nome da máxima efetividade e da inafastabilidade da jurisdição, onde o povo está.”