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Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 13/11/2019 10:00:13

Encontro nacional de TRTs discute oportunidades iguais e superação de preconceitos

Notícia publicada em 21/09/2015

 
Procurador Sergio Caribé, presidente Altino Pedrozo dos Santos e desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca
Acessibilidade: TRTs discutem a superação de preconceitos e de barreiras físicas

Na semana em que se celebra o Dia Nacional da Luta da Pessoa com Deficiência (21/09), o Tribunal Regional do Trabalho do Paraná foi sede do 1º Encontro Nacional de Comissões de Acessibilidade da Justiça do Trabalho. Organizado pela Comissão de Acessibilidade do TRT-PR, presidida pelo desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, o evento possibilitou o compartilhamento de ações e experiências do Poder Público em prol da integração da pessoa com deficiência.
A superação de barreiras físicas e de preconceitos permanece sendo a principal dificuldade quando o assunto é acessibilidade. Logo na abertura do evento, o presidente do TRT-PR Altino Pedrozo dos Santos lamentou que, no Século XXI, a acessibilidade ainda seja uma questão a se resolver. "O Poder Público deve ter um olhar de lince para estas situações peculiares, e o que devemos fazer é somar forças", afirmou.

A fiscalização das ações do Poder Público em matéria de acessibilidade foi o tema da palestra do procurador do Tribunal de Contas da União (TCU), Sergio Caribé. O procurador é responsável por auxiliar na fiscalização da utilização dos recursos públicos, e destacou que, embora a legislação brasileira seja avançada sobre o tema, ainda há muita disparidade entre os órgãos públicos para por a lei em prática. "O TCU sugeriu ao Governo Federal a criação de uma rubrica de investimento em acessibilidade, porque atualmente não há como saber de quanto é o investimento neste País", enfatizou.

Sergio Caribé afirmou ainda que a maior economia de recursos acontece durante o planejamento das obras públicas, quando o investimento na acessibilidade pode até mesmo baratear o custo total: "A acessibilidade não é exclusiva para pessoas com deficiência, mas para todos, como alguém que tem a mobilidade restringida por carregar um carrinho de bebê".

Para os palestrantes convidados, entrar e se manter no mercado de trabalho são hoje as maiores dificuldades para a pessoa com deficiência, tanto no setor público como no privado. Segundo a procuradora regional do Trabalho Mariane Josviak, a dificuldade é ainda maior em relação às pessoas qualificadas.
A diretora da Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu), Yvy Karla Abbade, afirmou que o que viabiliza a contratação da pessoa com deficiência ainda é a Lei de Acessibilidade. A Unilehu é uma instituição da sociedade civil de interesse público (Oscip) que trabalha com a inserção da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. "Acreditamos que é a educação que vai solucionar a questão da inclusão", declarou.

Estiveram presentes no auditório do Fórum Trabalhista de Curitiba autoridades do Ministério Público e representantes de instituições que atuam na defesa de direitos da pessoa com deficiência, além de servidores e juízes trabalhistas que integram as comissões de acessibilidade dos TRTs.
Imagem mostra do lado direito a mesa com o procurador Sergio Caribé e a servidora do TRT-SP Daniela Kovács. Do lado esquerdo da imagem, tradutora de libras informa à plateia o que a servidora Daniela fala. Na parte inferior direita da imagem vê-se o desembargador Ricardo Tadeu Marques de fones de ouvido, com acesso à audiodescrição de imagens.
Evento teve tradução simultânea em Libras e audiodescrição das imagens apresentadas em cada palestra ao longo do dia


Notícia publicada em 21/09/2015
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