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Tribunal Regional do Trabalho - 9ªRegião

Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 17/10/2019 05:33:13

Programa Trabalho Seguro



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Uma nova forma de produzir

Trabalho Sustentável é a nova forma de produzir num mundo que suporta o progresso da geração atual e a base para o desenvolvimento das gerações futuras.

O fim do mundo está próximo!

Deus está morto!

A história acabou!

Desde que o ser humano começou a pensar, o fim da humanidade, da civilização, do planeta, do Universo ou do próprio homem ocupa uma parte importante das preocupações das pessoas. Cientistas, religiosos ou gente comum passam o tempo procurando adivinhar quando será o fim e tentando adiar a chegada desse dia o mais possível.


No passado, Deus ou os deuses eram os responsáveis pelo fim do mundo.

Religiões, seitas, ordens secretas e públicas, sacrifícios e rituais se destinavam a aplacar o desejo divino de acabar com tudo. Vícios e virtudes deviam ser os motivos que levariam as divindades à ira destruidora ou à clemência redentora. A humanidade sobreviveria meio violenta, com fogueiras e bruxas, meio iludida, com o paraíso e a vida após a morte.

Mais recentemente, o fim do mundo se tornou quase palpável com a ameaça de destruição numa guerra nuclear. O cogumelo atômico nos tragaria numa pira radioativa.

O estilo devida coletivista ou individualista colocou o mundo à beira de um cataclismo provocado pelo próprio homem, cuja técnica e tecnologia desenvolvera artefatos com poder de destruir qualquer inimigo, inclusive todo o planeta.

A guerra final foi adiada porque uma racionalidade salvadora entrou em cena no último instante e ninguém apertou o botão vermelho: afinal, o instinto de autopreservação superou o ódio político.

Sem a ira divina e sem a bomba atômica, a humanidade e as pessoas poderiam viver num eterno final feliz, curtindo seus momentos de paz, fraternidade e prosperidade.

Enquanto isso, como nas melhores histórias de Stan Lee, nos porões da Terra um cientista louco planejava a sua vingança contra a civilização: o aquecimento global!

Esqueça Deus, esqueça a guerra nuclear, o que vai destruir o mundo é o escapamento de automóveis e o excremento de vacas numa paisagem repleta de lixo doméstico.

A neurastenia provocada pela mudança climática influencia comportamentos, governos e empresas e todos se veem à volta com um inimigo insidioso, o próprio homem e seu maldito hábito de consumir tudo o que passa na sua frente.

É o ser humano, civilizado, bem alimentado, instruído, letrado e racional que produz lixo, que consome energia suja, que gasta mais do que ganha, que não consegue parar de depredar o lugar em que vive.

Já não é mais suficiente o autoflagelo para ganhar a vida eterna, mas é preciso a autoimolação, de preferência coletiva, para salvar o planeta.

Salvar o planeta para quem?

Para as gerações futuras, é a justificativa. Mas que futuro haverá se as pessoas do presente devem ser aniquiladas para que o planeta sobreviva?

A geração futura não será salva, porque não haverá próxima geração!

Será necessário o suicídio da humanidade para impedir que a temperatura aumente, que os oceanos encham e que o clima enlouqueça?

A sustentabilidade responde a essa pergunta, uma visão de equilíbrio entre progresso e meio ambiente, reagindo ao romantismo verde e ao fatalismo econômico.

Há meios tecnológicos e políticos que possibilitam a vida humana próspera e saudável sem degradar o meio ambiente, ou com níveis aceitáveis de poluição e alteração do bioma, proporcionais e coerentes com o desenvolvimento social e o bem-estar das pessoas.

O ecomodernismo começa por entender que a poluição não pode ser eliminada, mas pode ser controlada e reduzida. Toda vez que a humanidade avança em termos populacionais e tecnológicos, o ambiente é modificado e precisa se adaptar a novas condições. Esse foi o modelo que determinou o crescimento da humanidade em número de indivíduos e em condições de existência. O ser humano não é um vírus que contamina a natureza para provocar o seu fim, mas é uma vitamina que melhora e adapta o planeta para comportar cada vez mais pessoas em coexistência com todos os outros seres vivos.

O ambientalismo humanista compreende que a industrialização tem sido boa para a humanidade: alimenta milhões de pessoas, duplicou a expectativa de vida, reduziu imensamente a extrema pobreza e, substituindo músculos por máquinas, contribuiu para abolição da escravidão, emancipação das mulheres e escolarização das crianças (Pinker, 2019). Quaisquer custos em poluição e perda de habitat têm de ser avaliados levando em conta essas benesses.

O ambientalismo iluminista pressupõe que os custos ambientais do bem estar humano podem ser renegociados pela tecnologia. O desafio é obter mais calorias, energia e informação, consumindo menos recursos naturais ou possibilitando uma regeneração ambiental mais rápida e eficiente. Se as pessoas só puderem obter energia à custa de ar poluído, tolerarão o ar impuro, mas puderem ter energia e ar puro, vão preferir o ar limpo.

Portanto, o mais ecológico e benéfico para o planeta e para o ser humano é aplicar-se no crescimento econômico e no avanço tecnológico, pois quanto mais rico e tecnológico, mais o planeta estará a salvo de uma catástrofe ambiental.

O humanismo esclarecido coloca o homem, a máquina e o ambiente em harmonia, de maneira racional e produtiva.

O progresso continua sendo uma meta universal, mas com redução de custos sociais e ambientais, com redução de desigualdades e mediante valores éticos como a liberdade, a diversidade e a solidariedade.

Mas ainda há custos!

Não é preciso uma “solução Tanos”, que destrói metade da humanidade para salvar a outra metade. A técnica e a inteligência são capazes de agregar prosperidade e bem-estar para todos sem ofender a natureza e adaptando o Planeta às necessidades e desejos humanos.

Sem polarização, sem mitos ou moralismo, o Trabalho Sustentável consegue proporcionar os meios racionais e técnicos que determinam a existência pacífica e duradoura da geração atual e também das gerações futuras.

O Trabalho Sustentável é a utilização da força intelectual e física do ser humano para produzir bens e valores destinados ao bem estar individual e coletivo, mantendo o ambiente equilibrado, proporcionando progresso econômico, respeitando a justiça social e a ética da diversidade.

O ambiente equilibrado consiste na razão correta entre poluição ambiental e bem estar social, sendo o maior bem estar aquele que, ao mesmo tempo, atende aos desejos humanos com menor risco para a natureza.

O progresso econômico resulta do incentivo a livre iniciativa, à concorrência empresarial e ao salário decente, sendo que o progresso será tanto maior quanto mais pessoas puderem usufruir dos bens e serviços proporcionados pela tecnologia e pela técnica, com vistas a tonar a vida das pessoas mais longa, saudável, próspera e com significado.

A justiça social corresponde aos comportamentos para a erradicação da pobreza, eliminando as condições de vida que impedem o ser humano de acessar os bens e valores da civilização e de participar na produção e fruição da riqueza econômica.

A ética dirige as ações segundo a igualdade de condições com respeito às diversas manifestações da identidade do ser humano, promovendo a integração de todos numa civilização inclusiva e neutra, que respeite a individualidade e promova a plena realização dos desejos pessoais.

Portanto, Trabalho Sustentável é ambientalmente equilibrado, economicamente viável, socialmente justo e eticamente responsável.