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Tribunal Regional do Trabalho - 9ªRegião

Tribunal Regional do Trabalho 9ª Região

Página gerada em: 23/07/2019 10:09:09

TRT-PR e TJ-PR assinam termo de cooperação para o aprimoramento da acessibilidade

Notícia publicada em 09/07/2019

(Da esquerda pra a direita) Desembargadores Sigurd Roberto
Bengtsson, Marlene T. Fuverki Suguimatsu, Adalberto Jorge Xisto
Pereira e Ricardo Tadeu Marques da Fonseca
O Tribunal Regional do Trabalho do Paraná e o Tribunal de Justiça do estado unirão esforços para expandir suas ações de inclusão de pessoas com deficiência. Por meio de convênio celebrado nesta quinta-feira (4/7) na sede do TJ-PR, em Curitiba, as duas instituições manterão intercâmbio de experiências e cooperação técnica, a partir das políticas e ações que cada tribunal desenvolve na área do aprimoramento da acessibilidade.
 
Os tribunais compartilharão suas metodologias utilizadas para orientar o acompanhamento e atendimento das demandas de juízes, servidores, usuários, advogados e jurisdicionados com deficiência. Os documentos estão embasados no que prevê a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que busca assegurar o efetivo acesso das pessoas com deficiência à Justiça.
 
O TRT-PR disponibilizará dados relativos aos cursos de Libras e a forma de utilização de tradutores e intérpretes nas relações processuais envolvendo pessoas com deficiência. Prestará informações sobre a utilização de software NVA (non visual desktop acess) nos computadores das varas do trabalho e apresentará a forma de desenvolvimento das ações realizadas no Portal do Tribunal para adaptação às normas internacionais e diretrizes de acessibilidade para o conteúdo web.

O regional trabalhista compartilhará ainda dados técnicos referentes à realização das adaptações arquitetônicas de acessibilidade, entre outras ações, e receberá do TJ conhecimento acumulado referente à elaboração, produção e divulgação de materiais (vídeos, cartilhas, manuais) de capacitação e sensibilização sobre o tema da inclusão.
 
Ao assinar o termo de cooperação, a presidente do TRT-PR, desembargadora Marlene T. Fuverki Suguimatsu, afirmou que o Tribunal tem muito a oferecer na área da acessibilidade, mas também tem muito a aprender, para ser possível desenvolver e expandir cada vez mais as ações afirmativas.
 
A troca de experiências, destacou a magistrada, é muito enriquecedora e facilitará o alcance dos objetivos propostos. "As duas instituições têm muito em comum, que é a prestação da Justiça, e trabalham com o mesmo material: as pessoas".
 
A desembargadora ressaltou que, com que o termo de cooperação, os tribunais avançam num campo de desenvolvimento humano, "que só trará benefícios à sociedade".
 
Magistrados e servidores das duas instituições celebram termo
de cooperação
O presidente da Comissão de Acessibilidade do TRT-PR, desembargador Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, contou que, no início de sua carreira, quando ainda estava na advocacia, o mundo não estava preparado para os cidadãos com deficiência. O magistrado, que é cego, declarou que tudo em seu cotidiano era uma incógnita, e as respostas da sociedade à sua condição nem sempre eram positivas. "Foi necessário desenvolver meus próprios métodos para lidar com o dia a dia e ter muita fé para alcançar meus objetivos. Agradeço profundamente o Tribunal de Justiça pelo envolvimento na causa".
 
A celebração do acordo, com a presença de Ricardo Tadeu,"ficará marcado em nossas vidas", destacou o presidente do TJ-PR, desembargador Adalberto Jorge Xisto Pereira. O anfitrião e o desembargador Sigurd Roberto Bengtsson (presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TJ-PR) afirmaram a importância do engajamento conjunto e aceitaram o pedido do TRT-PR para que ambas as instituições, como possível primeira ação decorrente da parceria, sugiram que o governador do estado institucionalize no Teatro Guaíra o aparelho de audiodescrição, para que pessoas cegas possam acompanhar espetáculos teatrais e de danças. A experiência já foi promovida no ano passado pelo TRT-PR, que proporcionou que quase 20 deficientes visuais ouvissem uma narração descritiva dos movimentos executados pelos bailarinos durante o espetáculo O Lago dos Cisnes.


Assessoria de Comunicação do TRT-PR
Fotos: Jason Silva
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