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Empresas e grevistas do transporte de valores não chegam a acordo
Após duas rodadas de negociações nesta quarta-feira, no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná, não houve acordo entre os trabalhadores que atuam no serviço de transporte de valores, em greve desde segunda-feira, as empresas e o sindicato patronal. Com isso, prossegue o julgamento do dissídio coletivo com greve.
A primeira audiência ocorreu às 10 horas, no plenário do TRT-PR. Após uma hora de tentativa de acordo, conduzida pela vice-presidente do Tribunal, desembargadora Rosemarie Diedrichs Pimpão, foi levantada proposta de 1% de ganho real, além do reajuste do INPC, cujo percentual ainda não foi divulgado, mas tem previsão de situar-se em 3,85%. Foi rejeitada a proposição levada no final da manhã à assembléia dos trabalhadores pelo sindicato da categoria.
A audiência foi retomada no Tribunal às 12h30, mas não houve nova proposta. Os trabalhadores insistem no reajuste de 8%. Representantes das empresas argumentam que não poderiam ultrapassar 5% de reajuste salarial (INPC acrescido de ganho real).
Diante do impasse, as partes devem aguardar os trâmites para julgamento do processo. A desembargadora Rosemarie fez constar da ata de audiência que “o presidente do sindicato dos trabalhadores admitiu que 50% dos grevistas poderiam retornar de imediato ao trabalho, assegurado o mínimo indispensável para abastecer as agências bancárias”. O sindicato dos trabalhadores também informou que os vigilantes de duas empresas – Prossegur e Brink’s – queriam voltar ao trabalho e que a entidade não impedirá o retorno das atividades desses empregados, nem os de outras empresas que queiram fazê-lo.
Processo DC-00051-2010-909-09-00-3
(Flaviane Galafassi)
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